Livro dos Descobrimentos do Oriente e do Ocidente
Pedro Teixeira da Mota
Editorial Minerva
Lisbonne, 1998
Ao escrever este Livro dos Descobrimentos nao quis historiar economica ou politicamente, mas invocar seres e factos que possam ter ainda a força de exemplos e ensinamentos uteis aos homens e mulheres do século XXI. Ou ajudar a libertar-nos por momentos das prisoes do presente e atrair energias eternas que nos estimulem a sincronizar mais profunda e valiosamente com o que pode ser a nossa vida. Mas, certamente, ha aqui uma tentativa de registar numa espécie de Livro do Encontro do Oriente e do Ocidente os principais intervenientes e os mais caracteristicos acontecimentos de tal maravilhoso e infinito confronto. Depois de ha vinte anos me ter licenciado em Direito, parti por terra para a India, e assim tornei a ir e voltar em itinerarios e estadias que me levaram tanto a mestres e centros extraordinarios, como a rotas dificeis e milenarias. Nas margens do Ganges, na populosa Calcuta ou nas neves dos Himalaias meditei, estudei e pensei com outros, em Lhasa senti a revolta pela libertade e em Goa abracei a grande alma portuguesa nos seus ultimos fiéis. Livros e dados foram sendo recolhidos, como frutos que caiam ou que colhia das arvores das livrarias ou bibliotecas. Ensinando yoga e meditaçao, depois escrevendo, passou o tempo, até gerar esta obra, dada à luz quinhentos anos depois dos nossos antepassados Vasco de Gama, Nicolau Coelho e outros terem pela primeira vez chegado à India, abrindo o mar profundo, em busca da gracorrente.
A plenificaçao da histîoria em padre Antonio Vieira
Paulo A. E. Borges
Imprensa Nacional, Casa da Moeda
Lisbonne 1995
De Vieira retemos hoje sobretudo - purificada a sedução da obra profético-exegética (algo titânica e fausticamente erguida pela vontade de realizaçao expectante do que à historia do mundo pode e deve advir do Deus omnipotente) pelo maior rigor do sermonario na atenção as condições do despertar espiritual do homem concreto, sem prejuizo da sua mais extrema exigência - a irreprimivel visão de que não ha sentido para o quer que seja fora da assunção do Infinito como tudo em todas as coisas, o que denuncia toda a cultura, empresa, acto e seus humanos ou divinos sujeitos, que se n‹o reneguem e transfigurem pela mais radical e absoluta exigência de Verdade para tudo e todos, como vaidosas, ilusorias ou ja cadavéricas obras e agentes.
Paulo A. E. Borges
DA FACE OCULTA DO ROSTO DA EUROPA
Manuel J. Gandra
ƒditions Hugin
Lisbonne, 1997
Nasceu em Lisboa em 1953. Licenciado em filosofia pela Faculdade de Letras da Universi- dade Classica de Lisboa. Tem-se consagrado à pesquisa da Historia e Geografia Miticas de Portugal (nomedamente no que respeita às Ordens do Templo e de Cristo ; ao Culto do Império do Divino Espirito, ao Sebastianismo e ao Hermetismo), da Iconografia da Arte portuguesa e da Circunstan- cia Mafrense, temas sobre os quais se tem debruçado em publicaçoes, coloquios, seminarios, encontros, conferências, palestras, visitas guiadas e programas televisivos. Foi professor dos ensinos preparatorio e secundario, tendo leccionado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e no IADE.
Actualmente é o Coordenador dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Mafra e o director do Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbolica.
Re-criações heRméticas
José Manuel Anes
Editions Hugin
Lisbonne, 1996
Se é aceitavel designar, agora, a Alquimia como uma arte que é também uma ciência, pela qual o homo religiosus e o homem de pensamento l’mpido e coração puro, capaz de fazer e inclusive de criar, sedento de saber mas também de amor, se unem numa figura androginica imperecivel (o lapis philosophorum), aceitaremos também que tudo leva a crer que o opus alchimico se aproxima de um novo horizonte e de uma nova era, nesta viagem de milénios que sera, também ela - assim o esperamos -, o dealbar de uma humanidade talvez purificada pelo fogo infernal de tantas e repetidas catastrofes, e amanhecendo para a conquista infinita do nosso mundo proprio e do universo cosmico.
Mas, sobetudo, estitu’da ao sentimento da natureza sagrada da vida.
Ou, caso contr‡rio, a cat‡strofes absolutas. Saœdo neste conjunto de ensaios de José Manuel Anes um valioso contributo para o conhecimento de matérias infelizmente arredadas do conhecimento das gentes e para o desenvolvimento de um pensamento hermesiano capaz de conjugar, criativamente, os opostos e as oposições, e de suscitar a inteligência e o sentimento dos mistérios da natureza humana e da transcendência da vida.
Lima de Freitas
O Horoscopo De portugal
Antonio Telmo
Guimarães Editores,
Lisbonne 1997
Vinte anos depois, venho retomar a Historia Secreta de Portugal no ponto em que a deixei. Do horoscopo que fez Fernando Pessoa apenas uma data, o ano de 1978, foi motivo de incertos vaticinios, mentidos ou desmentidos, depois, pelos acontecimentos. Esperei em vão que outros, mais versados em astrologia do que eu, fizessem o que não fiz então : ler toda a sina do nosso pais nas linhas traçadas pelo vate.
Em vinte anos, passou-se muita coisa. Estamos, hoje, em posição de ver melhor, estudando a historia do futuro pela historia do presente e a historia do presente pela historia do passado. O horoscopo de Portugal é um documento impressionante. Tudo ésta ai, assim haja quem o veja.
Sendo esse livro, como é, a apresentação de um destino, deixara certamente perplexo o leitor para quem, por ventura, a historia seja o dominio do imprevisivel. No pensar de Fernando Pessoa ha, cono se vera, um primeiro, um segundo e um terceiro Portugal. Sabemos s-, pelo horoscopo, que havera, em tempo marcado, um quarto e um quinto que serão, em planos sucessivos, a manifestação gloriosa da alma portuguesa depois da viagem milenaria pelo céu e pelo inferno da sua historia. Imprevisivel de todo é a forma dessa manifestação, mas sem a consciência do que fomos e do que somos n‹o estaremos presentes no que quer que seja que viermos a ser.
Antonio Telmo
mitos e figuras lendarias de lisboa
Lima de Freitas
Gabinete do no Ferroviario de Lisboa et Hugin Editores,
Lisbonne 1997
Lima de Freitas soube interpretar, uma vez mais, os mitos de Lisboa com notavel sensibilidade e agudo conhecimento espiritual - talvez mais ainda, desta vez, do que ja acontecera anteriormente com os seus trabalhos Lisboa Imaginal e Mitolusismos, este publicado sob aforma de livro, com prefacio de Gilbert Durand, um intelectual europeu particularmente atento aos mitos portugueses.
José Braamcamp Sobral
Presidente do Gabinete do No Ferroviario de Lisboa
o cristo das nações
Vasco da Gama Rodrigues
Tertulia Editores,
Sintra 1995
Essa ideia de um Cristo-Nação ou um Cristo para "todas as Naçães", em que Nação e Cristo se fundem num proposito œnico - o da salvaçao humana- através duma "Alma Lusa ou de Luz", essa visão original, é,de facto, uma visão de Gama Rodrigues. Não comentaremos obviamente aqui, capitulo a capitulo, esta obra, para que o leitor tenha o prazer de a descobrir por si. Diremos apenas que ao Capitulo Quinto - o derradeiro chamou Gama Rodrigues de "Novo Cosmos - a Atlântida " que com um subtitulo de "O Advento do Espirito Santo" inclui três poemas : "llha dos Amores", "Quinto Império" e "Rei do Mundo ". Ja alguém disse que as naçães são mistérios. Se tal for verdade - sem dœvida Portugal é não so um mistério, senão o pivot do Mistério dos Mistérios, que o tempo por certo se encarregara de revelar.
Antonio R. Texeira
Dossier l’Originel n°8 : Visionnaires du temps présent
Notre vie est un voyage dans la nuit et dans le vent nous trouvons notre passage à travers espace et temps rien jamais ne nous arrête et du soir jusqu’au matin chaque nuit est une fête et non pas un songe vain
Sommaire :
Fernando Pessoa : La grande âme portugaise
Ernst Jünger : Les runes du scalde
François Augiéras : L’Hermès androgyne
Alfred Aïken : La vérité absolue
Douglas Harding : La voie sans tête
Sergiu Celibidache : L’art de l’interprétation
Buckminster Fuller : Intégrité
Marcel Maillet : Ouverture sur un autre monde
Dossier l’Originel n°9 : L’âme secrète du Portugal
Un tour d’horizon, de Pessoa au Fado, du mystère de l’âme lusitanienne. Sur les vagues de la Saudade, sentiment proprement portugais de la Nostalgie, aller à la rencontre du Cinquième Empire et du mythe du roi Sébastien.
Sommaire :
Le Sébastianisme : Mythe du Cinquième Empire
Camoes : Les Lusiades
Antonio Vieira : Le culte du Saint-Esprit
Bandarra : Le cordonnier de Trancoso
Fernando Pessoa : Le tombeau de Christian Rosenkreutz
La saudade : La nostalgie de l’impossible
Le Fado : Le Fado passion pure, gratuite, "don sacré"
Le jeu de Pau : Art Martial traditionnel portugais